A escola de ontem e de hoje
Um povo que não tem conhecimento do seu passado, não tem real consciência do seu presente nem pode planejar o seu futuro. Observar os hábitos, costumes, praticas e opiniões das gerações passadas e de fundamental importância na construção da nossa realidade presente, seja no sentido de dar continuidade as boas práticas, seja corrigindo aquelas que demonstraram ser ineficazes e obsoletas. Essa ideia se aplica em vários aspectos, política, sociedade, família e educação. Para quem já tem mais de trinta anos de idade, presenciar notícias na imprensa de professores sendo agredidos verbal, moral e até fisicamente por alunos soa como algo extremamente absurdo, principalmente por recordarmos do profundo respeito ,e até uma pitadinha de medo, que tínhamos por nossos educadores em nossa vida discente, respeito esse que vinha de uma forma natural, enxergávamos os professores como uma autoridade e comportávamos para com estes com a mesma obediência na qual demonstrávamos com nossos pais. Observando essa realidade podemos nos perguntar quando foi que o professor perdeu sua autoridade e passou a ter que desempenhar sua função sob a pressão de ameaças e do medo, e perguntamos ainda de quem é a culpa, do governo , das famílias das escolas. Na busca de soluções para os atuais problemas enfrentados pela educação, talvez devamos voltar nossos olhares para as antigas escolas onde nossos pais e avos foram educados, e lá encontraremos a fonte de tão importantes valores que fomos perdendo ao longo do tempo, de maneira alguma me refiro a práticas autoritárias e retrógradas baseadas em castigos e ameaças, mas sim naquelas baseadas no diálogo, no respeito, na sadia convivência e como se diz na filosofia na busca amorosa do conhecimento.
Suelen Cardoso

