sexta-feira, 2 de maio de 2014

Atividade Brasil
O mais célebre educador brasileiro, Paulo Freire foi e continua sendo um homem a frente do seu tempo, com atuação e reconhecimento internacional desenvolveu métodos de alfabetização e um pensamento pedagógico assumidamente político. Paulo Freire enxergava a educação como uma fonte de libertação e uma arma contra a exploração, corrupção e a opressão das classes mais humildes, esse pensamento lhe rendeu perseguições políticas e anos de exílio, mas também o titulo de revolucionário e um brasileiro digno de orgulho e respeito para o país.
Paulo Freire considerava consciência de suma importância, na sua concepção o objetivo maior da educação e conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação, ou seja, retirá-las da condição de alienação em que se encontram e levá-las a resistir à situação de opressão, essa ideia pode ser observada em seu principal livro pedagogia do oprimido .
Em se tratando de sociedade, Paulo Freire contribuiu como poucos na reflexão do homem e seu compromisso com a comunidade em que vive, levando para o campo da educação ele defendia que o educador deve adotar uma postura consciente pois, além da alfabetização o educador também é um intelectual transformador de opinião, assim sendo ele tem obrigação de estimular o pensamento crítico assumindo assim uma opção política de forma coerente, devendo agir de forma vivificada nas práticas em sala de aula, segundo ele não podemos apenas criar magníficos projetos, devemos sim colocá-los em funcionamento na realidade onde vivemos.
Na visão Freiriana a educação tem papel fundamental no processo de mudança e desenvolvimento da sociedade, mais do que indivíduos alfabetizados ela deve produzir cidadãos que além de aquisição de palavras possua uma aquisição de postura observadora com voz crítica em seu cotidiano e em seus discursos. Essa educação libertária deve motivar o educando a aprender com vontade, de forma que ele sinta parte daquilo que ele está aprendendo. È preciso que o educando perca o medo de se posicionar diante o mundo, de expressar suas necessidades, ideias e indignações, ou seja, ele perca o medo de ser um cidadão ativo.


Suelen Cardoso

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